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terça-feira, 24 de abril de 2018

Lemann quer o apartheid social desde a escola

Essa desigualdade só se resolve com uma guerra!


A crise na Educação não é uma crise, mas um projeto.

A PEC da Morte, que congela os gastos em Educação, Saúde e todas as áreas sensíveis ao povo, é um dos instrumentos para concentrar a renda e aprofundar a desigualdade.

A chamada reforma do Ensino Médio, na prática, torna medíocre o último passo do jovem antes na educação básica.

É por meio dela que o presidente ladrão quer, por exemplo, que até 40% do Ensino Médio seja a distância.

Ele tenta, também, desidratar o investimento anual de R$ 50 bilhões em educação básica pública que a Campanha Nacional pelo Direito à Educação reivindica.

Enquanto isso, as Universidades públicas definham: o Conversa Afiada mostrou em maio como a Universidade de Brasília (UnB) pode, em breve, fechar as portas.

sábado, 21 de abril de 2018

Sobre raposas e galinheiros.... Indicação de novo diretor da ANS é questionada

Novo diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Abrasco e Idec acionam Comissão de Ética


A Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) acionaram a Comissão de Ética Pública da Presidência da República sobre a indicação de Rogério Scarabel Barbosa para o cargo de diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A informação é de Mônica Bergamo, jornalista, publicada por Folha de S. Paulo, 20-04-2018.

As entidades afirmam que o escritório de advocacia no qual Scarabel figura como sócio coordenador atua na representação de empresas junto a órgãos públicos, como a própria ANS. O objetivo da carta é que a comissão avalie se não há conflito de interesses. Scarabel disse que não vai se pronunciar.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

‘Os empresários não querem a extinção do SUS, querem o SUS conveniente aos seus interesses, como de fato tem sido’ diz José Sestelo



‘A ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde’. Essa foi a convocatória para um evento promovido pela Febraplan, a Federação Brasileira de Planos de Saúde, que circulou intensamente por meio das redes sociais no início desta semana. E que causou um rebuliço entre as entidades do Movimento Sanitário Brasileiro. Não sem razão. Em meio a um cenário de desmonte das políticas sociais como um todo, e às políticas de saúde especificamente, a proposta de construção de um “Novo Sistema Nacional de Saúde”, ainda mais partindo de uma entidade representativa do setor empresarial, foi vista como um ataque direto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Acontece que a proposta não é novidade. Quem diz isso é José Sestelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Nessa entrevista, ele explica por que ficou surpreso com a reação suscitada pelo evento da Febraplan, entidade recém-fundada, cujas propostas não trazem nada de novo em relação à agenda que as entidades empresariais da saúde vêm defendendo e promovendo desde pelo menos 2013. Esse foi o ano de publicação do chamado ‘Livro Branco da Saúde’, encomendado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP) a uma empresa de consultoria espanhola para propor mudanças no sistema de saúde brasileiro. Mudanças que, segundo ele, tenderiam a aproximar o sistema de saúde brasileiro ao dos Estados Unidos, onde o sistema público só atende aos muito pobres e aos idosos, e onde o gasto em saúde em relação ao PIB é o maior do mundo, chegando a 18%.

Nesta entrevista ao jornalista André Antunes da Escola Politécnica Joaquim Venâncio/Fiocruz, Sestelo defende que o Movimento Sanitário precisa se apropriar das propostas que têm sido defendidas pelos empresários da saúde, até para que consiga pautar sua ação política na defesa dos princípios que regem o SUS.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

São Tomás de Aquino considerava “a misericórdia a mais alta forma de amor”. Mas Carolina não viu...




por Eduardo Suplicy no FB


Fiquei muito comovido com a imagem do teológo e filósofo Leonardo Boff sentado na porta da sede da Polícia Federal de Curitiba, esperando pacientemente a chance de visitar e oferecer um apoio religioso ao seu querido amigo, o presidente Lula, isolado em uma cela desde a prisão no dia 7 de abril. 

Boff viajou a Curitiba para dar um aconselhamento espiritual e entregar a Lula um cachecol vermelho que havia prometido. Lembrei-me da recomendação do Papa Francisco para que sempre tenhamos o sentimento de misericórdia, a capacidade de sentir aquilo que o outro sente, de ter compaixão e ser solidário. 

São Tomás de Aquino considerava “a misericórdia a mais alta forma de amor”, sentimento atribuído a Deus em diversas religiões, incluindo o Cristianismo, o judaísmo e o Islamismo. 

Espero que não falte misericórdia a todas as pessoas envolvidas na prisão do nosso presidente, tão querido pelo povo brasileiro.

Pediatras alertam para ameaça ao SUS e pedem apoio ao aperfeiçoamento do atual modelo de assistência

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta terça-feira (17) nota pública – endereçada aos políticos e à população em geral – na qual expressa sua preocupação com o surgimento de proposta feita por grupo de empresários que ameaça o acesso universal, integral, com equidade e de forma gratuita aos serviços médicos e hospitalares, atualmente disponíveis na rede pública.
LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA NOTA DA SBP EM DEFESA DO SUS
Pela proposta orquestrada, o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição de 1988, seria substituído por outro modelo assistencial, ancorado no estímulo à contratação de convênios médicos ou pagamento de exames e consultas. Com isso, no entendimento da SBP serão prejudicadas, principalmente, as parcelas mais vulneráveis da população.
VULNERÁVEIS - Neste grupo, estão inseridos os mais pobres, os idosos, os aposentados e as crianças, com impacto negativo à possibilidade de acesso a consultas, exames, procedimentos e cirurgias, em especial os de maior alta complexidade. “A movimentação coordenada pelos empresários respalda interesses econômicos e financeiros que enxergam na assistência em saúde um grande mercado no Brasil. No entanto, para aumentar ainda sua lucratividade entendem que é preciso extinguir o SUS”, alerta a SBP, em nota.
Para a entidade, que representa os interesses de cerca de 37 mil pediatras, “é inegável que o SUS, após três décadas de atividades, precisa ser rediscutido, contudo isso deve acontecer na perspectiva de seu aperfeiçoamento, com a melhora de aspectos como seu financiamento, modernização da gestão, fortalecimento de sua infraestrutura, valorização de sua força de trabalho e, sobretudo, criação de mecanismos de controle e avaliação efetivos que punam os abusos e as irregularidades”.
COMPROMISSO – No documento, a SBP lembra ainda a importância das eleições no processo de defesa do SUS. “Neste ano, que será marcado pelo debate eleitoral para Presidência, Governos Estaduais e Legislativos, a SBP espera que os eleitores reflitam sobre a escolha de seus candidatos, oferecendo seu voto àqueles que assumam o compromisso com o Brasil de lutar em defesa do SUS, uma das maiores políticas sociais do mundo, e, se eleitos, trabalhar em sintonia com os interesses da população, preservando suas conquistas e seus direitos”, cita a entidade.
Por outro lado, para os pediatras, candidatos que agirem de forma diferente, “dando respaldo a ação de empresários e grupos com interesses particulares específicos, devem ser questionados em suas intenções e lembrados de que não defender a manutenção e a sobrevivência do SUS será entendido pela sociedade brasileira como uma grande afronta à cidadania”, finaliza a entidade de representação.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dilma Vana lacrando


Pergunta pra Dilma em Stanford: 
"O que os EUA podem aprender com o Brasil, com os sucessos e fracassos?" 

Resposta: 
"Agora não podem aprender mais nada. Nem devem. Não há nada o que aprender com uma estarrecedora extrema direita. Mas podem aprender a ter cuidado, porque vcs aqui também têm seus monstros"

terça-feira, 17 de abril de 2018

Dona Ivone de Lara e a Luta Antimanicomial




Dona Ivone Lara no meio de uma roda de médicos no Hospital Engenho de Dentro, onde exerceu as profissões de enfermeira e assistente social, especialista em Terapia Ocupacional, sendo companheira de trabalho da doutora Nise da Silveira.

Com a finalidade de resgatar vínculos, Dona Ivone percorreu quilômetros de estrada pelos municípios do Rio e pelos estados vizinhos, localizando mães, pais, avós e tios que haviam abandonado seus familiares no hospital, acreditando que não havia mais nada a ser feito por eles – afinal, esse era o diagnóstico que ouviam dos próprios médicos.

Além disso, colaborou para que a música também pudesse ser remédio para aquelas pessoas dadas como perdidas.

Além de ser Rainha do Samba, Dona Ivone é parte importante na história da Luta Antimanicomial, Serviço Social e Saúde Pública no Brasil.

domingo, 15 de abril de 2018

A ILHA DO MEL PEDE SOCORRO!




#SalveaIlhaDoMel

Uma nova canção, criada e interpretada pelos “artivistas” do movimento “#ParePresteAtenção!” 
denuncia a construção de um agressivo complexo industrial e um porto privado em frente à Ilha do Mel. 

Pra piorar o drama, o Governo do Paraná pretende colocar abaixo mais de quatro milhões de metros quadrados de Mata Atlântica em extinção para construir uma estrada que atenderia ao intenso fluxo de caminhões do futuro porto. 

Diversas ilegalidades vêm sendo praticadas para beneficiar poucos, condenar a sobrevivência de culturas e comunidades tradicionais que vivem há séculos no local e a prejudicar irreversivelmente a vocação turística de uma região com biodiversidade e características únicas no mundo. 

Até quando vamos permitir o “progresso” a qualquer custo? Aumente o som, assista quantas vezes quiser e compartilhe! Para saber mais e questionar o poder público, acesse 
www.salveailhadomel.com.br

Congelamento de gastos retirou proteções sociais e não ajudou a reduzir déficit

Constatação é de especialistas que discutiram as consequências de um ano da vigência da EC 95, que criou um teto para gastos públicos. Medida é vista como ineficaz e prejudicial para os mais pobres


ALAN SANTOS/PR
EC 95, do governo Temer, é "injustificável" para especialistas e não atinge os seus objetivos

A Emenda Constitucional 95/16, que congelou os gastos públicos, além de não ter contribuído para combater a crise econômica do país teve efeitos particularmente negativos em relação aos direitos sociais. A constatação é de especialistas do setor e pesquisadores de várias universidades que participaram de seminário sobre o tema elaborado pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), nesta semana. Conforme estudo elaborado com participação da relatoria das Nações Unidas sobre Extrema Pobreza e DH, em vez de melhorar o déficit público, o congelamento tem aprofundado desigualdades socioeconômicas na sociedade, com impactos desproporcionais para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Com um ano de implementação, a medida já começou, segundo integrantes do CNDH, a afetar grupos mais vulneráveis como mulheres negras e pessoas que vivem na pobreza. Prova disso é que dados do governo mostram que um volume significativo de recursos tem sido desviado, desde o ano passado, de importantes programas sociais voltados para alimentação, saúde e educação, e destinados para o pagamento da dívida.

Não mexa no SUS!


Artigo Lenir Santos*: SUS: O QUE TEMER?



Nesses tempos de crise política, social, estrutural, econômica qualquer informação, artigo, evento que diga respeito ao SUS e, por consequência, ao direito à saúde que possa indicar retrocesso, causa de imediato reação adversa.

Foi o caso, nessa semana, da realização de um evento em Brasília que trazia como proposta A ousadia de propor um novo sistema de saúde. Sua programação mencionava a participação de parlamentares e do Ministério da Saúde. A divulgação do evento pelas redes sociais causou mal-estar em muitas pessoas que deram como sendo uma proposta de destruição do SUS, com riscos.

O desmonte do SUS: Está faltando remédio contra o HIV. Programa brasileiro já foi modelo mundial




NO DIA 14 de março, The Intercept Brasil recebeu a denúncia de um paciente que afirmava não ter encontrado o 3 em 1, principal remédio para tratamento da Aids, distribuído gratuitamente na rede pública de todo o Brasil. Ele tinha ido ao Centro de Referência e Tratamento DST/AIDS de São Paulo. A pessoa, que pediu para não ser identificada, enviou para a reportagem a cópia de sua receita com uma anotação feita à mão pelo farmacêutico, na qual o funcionário confirmava a falta do medicamento: “faltou 02 frascos”.

Anotação comprova entrega fracionada de medicamento 
foto: reprodução de receita do paciente

terça-feira, 10 de abril de 2018

Associação Brasileira de Enfermagem publica manifesto de repúdio conta iniciativa de substituir o SUS

MANIFESTO DE REPÚDIO A UM NOVO SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE EM SUBSTITUIÇÃO AO SUS 


A Associação Brasileira de Enfermagem vem a público repudiar veementemente a iniciativa da Federação Brasileira de Planos de Saúde (FEBRAPLAN) de construir um sistema de saúde substitutivo ao Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de dar corpo a um sistema absolutamente contrário a todo o esforço que tem sido feito há mais de três décadas para ampliar o acesso e a qualidade da assistência à saúde da população, em cumprimento ao disposto na Constituição Federal de que saúde é direito de todos e dever do Estado

O SUS deve ser protegido e continuar a ser implantado nos seus princípios constitutivos, tanto organizacionais como conceituais. Não é possível ignorar a melhoria da qualidade da assistência à população obtida nestes últimos anos, a despeito de incessantes forças contrárias e destrutivas que avançam cada vez mais. 

O problema hoje do “SUS que não funciona” não está na ordem dos seus princípios e propostas, mas na falta de financiamento e suas consequências. Isto se comprova diariamente no sucateamento dos serviços, na drástica redução de pessoal, na tentativa de substituição de práticas profissionais qualificadas por outras de mais baixo custo, entre outros problemas. Ao lado disto, os planos de saúde seguem obtendo ganhos cada vez maiores às custas de enganosas maquiagens de uma assistência de qualidade, no mínimo duvidosa. Um sistema de saúde que tenha como centro o ideário dos planos de saúde, destrói a maior riqueza da nossa política pública de saúde que é ser universal, público, gratuito e de qualidade. 

É contra a destruição do SUS que devemos empreender nossos maiores esforços, especialmente no grave momento de flagrante ataque à democracia como o que estamos vivendo. 

Vamos resistir e renovar nossa esperança em tempos melhores! 

O SUS NÃO PODE MORRER, O SUS NÃO PODE ACABAR! 


Associação Brasileira de Enfermagem 
9 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Os brasileiros acham chique Paris, Roma, Berlim, mas a Europa é, em essência, o que a classe média odeia. Por Ivana Ebel

Publicado no blog de Ivana Ebel, jornalista, doutora em Ciências Midiáticas e da Comunicação, professora universitária e pesquisadora.

Reproduzido no DCM

Tenho passado boas horas no Youtube, recentemente, acompanhando vídeos de brasileiros que foram morar em outros países. Tenho feito isso para entender mais da ferramenta, dos bordões, do que faz um canal ter sucesso ou não. Entenda como pesquisa de mercado, se quiser.

Nessa aventura pelo pensamento do brasileiro imigrante, todos falam de sua vida e, inevitavelmente, acabam comparando o que encontram quando voltam ao Brasil com o que vivenciam do lado de cá. Em todos os vídeos que abordam o tema, o principal espanto é o machismo, o racismo, a homofobia e o desrespeito pelo próximo no Brasil.

Reportagem do New York Times aborda mudanças no panorama da assistência privada à saúde

EM TRANSFORMAÇÃO

via Outra Saúde (por email)


Reportagem do New York Times aborda mudanças no panorama da assistência privada à saúde. É que grandes corporações — atacadistas como Walmart e seguradoras como Aetna e Humana — estão apostando num modelo de atendimento de urgência em que o médico de família perde cada vez mais importância. Ao contrário, ganha força a abertura de clínicas em lugares como shoppings e rede de farmácias, onde a relação entre o médico e o paciente dá lugar à comodidade de um serviço aberto 24 horas, todos os dias, em locais que já fazem parte do cotidiano das pessoas. Já são mais de 12 mil estabelecimentos do tipo nos Estados Unidos. Enquanto isso, o número de consultas a médicos generalistas caiu 18% entre 2012 e 2016. 

Com isso, alerta a matéria, a prática médica autônoma em consultório privado corre o risco de extinção, na medida em que acordos comerciais são fechados entre empresas gigantes: Walmart e Humana (para abrir clínicas nos supermercados), CVS Health e Aetna (a fusão da rede de farmácias com a seguradora custou US$ 69 bilhões e possibilita a expansão de atendimento nas farmácias), UnitedHealth segue investindo na sua rede de clínicas, que já emprega mais de 30 mil médicos… “Com todos esses acordos, há muito por descobrir. Os pacientes da Aetna serão encaminhados para as clínicas CVS?”, pergunta o presidente da Academia Americana de Médicos de Família, Michael Munger. E tudo pode ficar ainda mais transformado com a parceria entre empresas como Amazon, JPMorgan e Berkshire Hathaway, que querem se livrar das operadoras e prover, elas próprios, atendimento à saúde de seus funcionários.