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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Aborto: prisão de paciente em Hospital Evangélico de Curitiba coloca em risco a vida das mulheres

Com dores decorrentes de um processo de abortamento, uma mulher de 26 anos buscou socorro na emergência do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, no Paraná. Após receber alta, não voltou para casa: foi levada direto ao cárcere da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde permaneceu por três dias e só foi liberada com o pagamento de fiança, em 13 de fevereiro. A prática do aborto é considerada crime no Brasil, mas o atendimento humanizado e sigiloso é um direito. Mulheres que chegam ao hospital público com complicações de uma interrupção – voluntária ou não – da gravidez também devem ter garantido esse atendimento, conforme prevê a Norma Técnica do Ministério da Saúde (MS) “Atenção Humanizada ao Abortamento”. O hospital abriu sindicância para investigar se houve quebra de sigilo, que além de ser crime viola o código de ética dos profissionais de saúde.
Em nota emitida na última semana, o hospital afirmou que considera a quebra de sigilo profissional uma “atitude condenável”. “Já foi aberta uma sindicância para apurar o fato e, caso seja confirmado, imediatamente serão tomadas as providências cabíveis”. A paciente chegou à emergência do hospital em 10 de fevereiro e durante o atendimento teria revelado que havia feito a interrupção da gravidez com o uso do comprimido Misoprostol. Ela estava grávida de cinco meses e depois de tentar realizar o aborto sozinha, pediu ao namorado para que a levasse ao hospital.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Veneri pede acesso a informações sobre mudança de sede do Ministério da Saúde no PR

Com base na Lei de Acesso à Informação (12.527/2011), o deputado Tadeu Veneri (PT) requereu acesso ao Ministério da Saúde sobre o projeto de transferência de local de funcionamento dos departamentos do Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Paraná,instalado em um prédio de oito andares, no centro de Curitiba. Veneri solicitou ao Ministério que explique as razões da mudança proposta e os impactos econômicos da medida.

O deputado quer saber se haverá licitação para o aluguel de outros imóveis e como seria o armazenamento de documentos sigilosos. No Núcleo, funcionam diversas atividades do Ministério da Saúde. Entre elas, as atividades de controle (Divisão de Convênios, Sistema Nacional de Auditoria e Secretaria de Vigilância Sanitária), atividades de fomento e cooperação técnica do Datasus (sistema de processamento de dados do SUS) a sede regional da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) - responsável pelo Distrito Sanitário Indígena Litoral Sul, e Divisão de Recursos Humanos.

Conforme as informações repassadas ao deputado, o Ministério estaria buscando uma edificação moderna que ofereça “lajes corporativas” para abrigar funcionários de vários setores em um mesmo espaço.  A sede atual pertenceria ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). “ Nós não estamos falando de um aluguel de R$ 1 mil mensais. As informações que temos é que os valores ficam acima de R$ 100 mil mensais. No momento em que a área da saúde está à míngua, queremos saber da verdadeira necessidade dessa mudança porque não é hora de se fazer cortesias para o mercado imobiliário com o chapéu da saúde”, comentou o deputado.

Pesquisa da Unicamp liga 'Saúde da Família' à redução de infartos e AVCs

Estudo realizado no campus de Piracicaba avaliou 645 cidades paulistas.
Levantamento levou em consideração indicadores entre 1998 e 2013.

(dica da Angelita Herrmann que compartilhou a publicação da Sbmfc)

Pesquisa da FOP relaciona PSF com redução nos casos AVC e infartos (Foto: Cesar Maia-FOP Unicamp)

A atenção básica desenvolvida na rede pública, por meio de ações voltadas à chamada "Saúde da Família", é capaz de reduzir casos de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC), segundo uma pesquisa da Unicamp com dados de 645 municípios paulistas. O estudo foi feito no campus de Piracicaba (SP) e considerou indicadores entre 1998 e 2013.

O resultado aponta que quanto maior a cobertura de assistência por meio do Programa Saúde da Família (PSF), menores são os indicadores de AVC e infarto. O trabalho é da cirurgiã-dentista Denise Cavalcante, durou 15 meses e foi elaborado dentro do Programa de Mestrado Profissional em Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP).

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Avaliação colaborativa de notícias sobre saúde


Febre amarela, aneurisma, vírus zika, SUS, câncer, dieta sem glúten, botox, protetor solar, homeopatia. Não há dia, nem veículo, que não tenha algum jornalista preparando uma matéria de saúde. Concorrem pela audiência, que já é fácil de medir, mas há uma pergunta que ainda deve de ser respondida. Como avaliar a qualidade de uma matéria de saúde?

A seleção se faz necessária. O Observatório da imprensa já mostrou exemplos de curadoria de notícias de saúde feita por especialistas e ofereceu aos seus leitores bons exemplos de jornalismo cientifico. Agora, um projeto catalão disponibilizou na web uma base de dados de matérias selecionadas em saúde, ciência, tecnologia, médio ambiente. O interessante do projeto PerCienTex (Excelencia e innovación en el Periodismo Científico en España) é o método de seleção escolhido.

Planos de saúde populares

Ricardo Barros, atual ministro da Saúde, propôs criar “planos de saúde populares”. Em janeiro deste ano, um grupo de trabalho foi criado para analisar a proposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O grupo, no entanto, exclui entidades da Saúde Coletiva, de defesa do consumidor, de médicos, dentre outros setores da sociedade envolvidos.

Por meio de nota, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) repudiam a decisão da ANS de dar continuidade à discussão de planos de saúde populares ou acessíveis. Segundo as entidades, por exemplo, existe a possibilidade de piorar a atual legislação, que já apresenta falhas e lacunas. “Será uma volta ao passado, mesma situação de vinte anos atrás, quando existiam planos de menor preço, porém segmentados e com restrições de coberturas”, diz a nota. Também há o risco de ampliação da judicialização da saúde suplementar (ações judiciais contra planos de saúde).

Piada pronta: a fábrica de sangue de Serra é um sugadouro de dinheiro público.


Até parece piada, mas José Serra, quando governador, criou uma fábrica de derivados de sangue.

Tudo ótimo na intenção, a tal fábrica do Instituto Butantan começou a subir paredes em 2008 e dois anos depois já deveria estar produzindo e auxiliando na fabricação de medicamentos para doenças como Aids.

Um pequeno lapso na origem do projeto demonstra a eficiência da gestão pessedebista. Explico. Por lei federal, o plasma sanguíneo não pode ser comercializado. O país só pode produzi-lo a partir de doações que ficam na casa dos 400 mil litros enquanto a demanda é de cerca de 500 mil. Há déficit de plasma.

A revolta contra os pobres [sobre o desmonte do SUS]

O desmonte do SUS fomentado pelo atual governo trará custos sociais elevados a muito curto prazo


Estamos diante de um conflito entre a realidade e os pressupostos que orientam as intervenções do grupo que se encontra no poder sobre ela. Em 2016, ocorreram cerca de 60.000 assassinatos no Brasil. Nos últimos 10 anos, mais de meio milhão de vítimas. São, na maior parte, jovens, pobres, pardos ou negros e das periferias urbanas.

O país é a 9ª economia do mundo e a 12º nação mais desigual. Segundo publicou o Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA) a partir dados do imposto de renda, apenas 71.440 declarantes com renda superior a 160 salários mínimos (0,3% das pessoas que prestaram informações à Receita Federal) detinham 23% do patrimônio líquido total declarado e 14% da renda total.

Uma das expressões dessas desigualdades e da brutal estratificação social em nosso país é a saúde. Aquela que o constituinte definiu como direito universal é, hoje, um direito morto. Os empecilhos políticos ao seu financiamento adequado, gerando dificuldades no acesso e na qualidade, favoreceram o descrédito da população e a migração dos mais abastados aos planos de saúde. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Prefeitura de SP anuncia "O Maior Programa de Privatização de Sua História"

no Blog da Maria Frô no Facebook

Se eu não tivesse visto, não acreditaria!
A prefeitura de São Paulo colocou ontem (13 de fevereiro), no seu canal do YouTube, um vídeo não listado (não aparece nas buscas, só aparece pra quem sabe do link).
É um vídeo totalmente apresentado em inglês, no qual se anuncia "O Maior Programa de Privatização de Sua História", oferecendo um cardápio com os seguintes espaços e serviços públicos: 
- o autódromo de Interlagos
- o Anhembi (incluindo o Sambódromo)
- o estádio do Pacaembu
- o Parque Ibirapuera
- o Mercado Central
- 29 terminais de ônibus
- o sistema de venda e recarga de Bilhete Único
- os serviços funerários (22 cemitérios, 18 casas funerárias e 1 crematório)
- ativos municipais em áreas estratégicas (imóveis)
- além de uma PPP para o sistema de iluminação pública...

E tudo isso com muitas facilidades para os investidores:
- baixo custo
- agilidade nos processos
- menos burocracia
- maior transparência (!!!)
- segurança jurídica

Besta é tu, besta sou eu, besta somos nós...
Sugiro que quem puder baixar o vídeo, o faça antes que fechem o acesso..

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Pedagoga diz que reforma do ensino médio aprofunda a desigualdade

Educadora que fez parte da equipe da Paulo Freire critica medida do governo Temer e diz que reforma é cheia de mentiras

"Espero que até 2018 pais e alunos estejam convencidos de que a reforma é contra a juventude brasileira e não a favor do desenvolvimento do jovens brasileiros." O alerta é da pedagoga e doutora em Educação Lisete Arelaro, para quem a reforma do ensino médio é "cheia de mentiras" e representa retrocesso educacional. O projeto foi sancionado ontem (16) pelo presidente Michel Temer.

Pilar do SUS, “Estratégia Saúde da Família” reduziu mortalidade


Pesquisa da Fiocruz Bahia e da UFBA em parceira com entidades internacionais mostra que mais de 10.000 mortes anuais poderiam ser evitadas com expansão do programa

Um estudo da Fiocruz Bahia e da UFBA (Universidade Federal da Bahia) mostrou que o programa Estratégia Saúde da Família (ESF) conseguiu diminuir significativamente a mortalidade de brasileiros no período de 2000 e 2012. O levantamento foi publicado agora em janeiro no periódico Health Affairs e foi feito em parceria com o Imperial College de Londres e a Universidade de Harvard. 

O ESF é um plano de qualificação da atenção básica na saúde. O intuito é a construção de um relacionamento com o usuário do SUS. São feitas visitas domiciliares e estratégias mais atentas de cuidado. 

O "renomado cientista" que a Isto É descobriu para denunciar Lula, fala sobre Dengue e Zyka

Roberto Freire, o micróbio contra o gigante

por ​Luis Nassif em seu blog


Roberto Freire é duplamente intruso. Primeiro, como Ministro da Cultura de um governo ilegítimo. Segundo, como porta-voz oficial em um evento de cultura, um político tosco entrando em águas que nunca frequentou..

Certa vez, o Jornalismo Wando – perfil gozador do Twitter - mandou uma saudação a Roberto Freire:


O sensibilizado manteve o mesmo baixo nível cultural, mas se tornou Ministro da Cultura. É o governo de Macunaíma: o mais truculento dos políticos, José Serra, torna-se o comandante de diplomacia; o mais deslustrado dos políticos brasileiros, Freire, o Roberto, torna-se Ministro da Cultura; Mendonça Neto, que não aprendeu a declinar o verno haver, torna-se Ministro da Educação, com a assessoria luxuosa de Alexandre Frota; e o marido de dona Marcela, o presidente.

Freire, o ministro arcaico, tem que ser demitido

por Alex Solnik* no Brasil 247


Ser ou não ser investigado na Lava Jato, ser réu ou não no STF, não pode ser o único critério para um ministro ser demitido.

A cena lamentável e vexatória protagonizada hoje, em São Paulo, pelo ministro da Cultura, Roberto Freire tinha que merecer demissão por justa causa.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Réu em 47 mil ações, São Paulo lança tentativa de conter judicialização da saúde

O governo de São Paulo aposta no apoio de juízes, promotores e defensores públicos para conseguir frear gastos com o cumprimento de decisões judiciais sobre medicamentos e tratamentos, que ultrapassam R$ 1 bilhão ao ano. Na segunda-feira (13/2), passou a funcionar uma espécie de “plantão farmacêutico” para tentar resolver problemas individuais pela via administrativa, evitando que novos casos ocupem o Judiciário paulista.
Com o projeto Acessa SUS, o Ministério Público e a Defensoria Pública passam a ter um canal para enviar demandas à Secretaria da Saúde. Quando juízes da 1ª Região Administrativa Judiciária (Grande São Paulo) e de cinco comarcas (Caieiras, Cajamar, Francisco Morato, Franco da Rocha e Salesópolis) receberem ação contra o estado, poderão consultar técnicos da pasta sobre a viabilidade de fornecer o medicamento, antes de julgar o pedido.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Reforma trabalhista: “karoshi” à brasileira?


Com a discussão sobre reforma trabalhista – um eufemismo para perda de direitos – é importante levar em consideração a experiência do Japão com “karoshi”.

Karoshi é o termo no Japão para se referir a mortes por jornadas extenuantes. Especialistas apontam que tais mortes (e problemas cerebrais, cardíacos etc) seriam causadas pelas leis trabalhistas japonesas, que permitem que empresas e sindicatos negociem horários de trabalho para além do limite legal de oito horas por dia: a maioria das grandes corporações possui acordos permitindo mais de 80, 100 ou até 150 horas extras mensais ou até regimes em que o trabalhador tem jornada de 24 horas.