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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

“A saúde não pode se isolar”, diz médico popular sobre articulação política


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O médico Thiago Henrique Silva, da secretaria nacional da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares compõe a secretaria nacional da Rede e esteve  em Brasília no mês de dezembro para participar da III Plenária Nacional


por Cristiane Sampaio, especial para o Saúde Popular

A defesa intransigente do direito universal à saúde é a grande bandeira da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares (RNMMP), criada em 2015 como resposta às articulações conservadoras que avançavam no Brasil. No intuito de fazer contraponto a esse movimento, diversos profissionais de cunho progressista se aglutinaram para promover o discurso da humanização da saúde e lutar contra a precarização dos serviços ofertados na área, numa militância que hoje abarca o país e que tem ânsia de crescimento.
“Agora queremos apontar pra novos desafios – atrair mais gente, formar quadros, fazer cursos de formação e estratégias de trabalho de base que liguem o médico popular ao povo”, explica o médico Thiago Henrique Silva, da secretaria nacional da Rede, que esteve em Brasília no mês de dezembro para participar da III Plenária Nacional do movimento. Na ocasião, ele conversou com o Saúde Popular e apontou os pontos-chave do horizonte de luta do movimento, englobando o combate à mercantilização da saúde, a qualidade da formação dos profissionais e os demais elementos que atravessam o debate ideológico no campo da medicina.
No que se refere à articulação política organizada, o médico defende que a saúde seja parte integrante de um grande movimento programático e estratégico da luta pela garantia de direitos. “Nós não podemos nos isolar e entendemos que, se isso acontecer, vai ser um erro fundamental”, acredita.
Confira abaixo a entrevista.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O desgoverno golpista e suas prioridades...


A mentira e suas pernas muito curtas: Fruet detona a pajelanca com recursos do SUS promovida por Barros, Richa e Greca

por Gustavo Fruet no FB

Tentarei ser o mais didático possível para que não restem dúvidas sobre a coletiva, na manhã desta segunda-feira, do governador, ministro da saúde e o prefeito para anunciar "novos" R$ 77 milhões em recursos para saúde de Curitiba.
Dos R$ 77 milhões anunciados, apenas R$ 62 mil (*) representam alguma novidade.
O que dizem: Anunciaram o repasse de R$ 18 milhões para hospitais.
A verdade: "Esqueceram" de informar que esse recurso é residual de um convênio firmado em 2016, que previa o repasse de 12 parcelas de R$ 3 milhões.
Consulta ao site do Fundo Estadual de Saúde revela uma curiosidade.
Dos 35 municípios com mais de 20 mil habitantes que aderiram ao programa, só Curitiba não recebeu as 12 parcelas em 2016. Recebemos apenas 6. Restando 6, que totalizam os R$ 18 milhões, que hoje foram anunciados como novidade.

O que dizem: Alegando que pegaram os cofres vazios, anunciaram "R$ 26 milhões para recomposição das fontes do SUS que haviam sido tredestinadas pela gestão anterior".
A verdade: Deixamos em caixa nas contas do Fundo Municipal de Saúde R$ 43.125.392,69. Deste montante saíram os R$ 26 milhões anunciados como novos recursos orçamentários.
O que dizem: Também anunciaram como novidade "R$ 42 milhões recebidos do Ministério da Saúde e que serão repassados aos hospitais".
A verdade: Esse é o repasse mensal usual do Ministério, contratualizado para os hospitais que atendem o SUS. Graças ao descontrole do governo federal, em 2015 e 2016, pela primeira vez na história, o Município de Curitiba colocou mais recursos no SUS do que a União.
O que dizem: Liberação de "R$ 12.000,00 para buscar em São Paulo as 6 novas ambulâncias que servirão o SUS curitibano".
A verdade: Essa é a única novidade. Ao longo das nossa gestão, reiteradamente pedimos ao MS a substituição de 13 ambulâncias do SAMU de Curitiba. Pelo menos 6 virão agora. Mesmo com toda dificuldade, colocamos novas ambulâncias em circulação. Inclusive, a primeira ambulância Avançada Neonatal.
O que dizem: "R$ 2.031.000,00 suplementados e liberados para empenho referentes à remédios com recursos da Oficina de Música".
A verdade: Faltavam cerca de R$ 800 mil para realização da Oficina de Música e não R$ 2 milhões. Já havíamos garantido R$ 120 mil para compra de passagens e outros R$ 420 mil foram repassados ao ICAC no ano passado.
Não se justifica a alegação de cancelar a Oficina para garantir recursos para a saúde.
Os R$ 800 mil - que deveriam ser aportados pela atual gestão para realização do tradicional evento cultural - são suficientes para garantir 5 horas de funcionamento da rede municipal de saúde de Curitiba.

O que dizem: Também anunciaram R$ 7 milhões para pagamento da folha da Feaes.
A verdade: Esse valor é praxe, liberado todos os meses pela Prefeitura.
Conclusão: Dos R$ 77 milhões anunciados, sobram como novos recursos R$ 50.000,00 para aquisição de medicamentos e insumos emergenciais de vigilância epidemiológica e R$ 12 mil para buscar ambulâncias. (*)

(*)grifo do Blog do Mario

domingo, 15 de janeiro de 2017

Alguém tem que contar isso também pro Ricardo Barros: Health Care is a Human Right! (A Saúde é um Direito Humano)


Join nurses & other activists in protecting healthcare for all! 

50 rallies today! We must fight not just 4 Obamacare but for a Canadian-style single payer system. We stole their hockey. We need this too!

Professora Josete: Greca não pode jogar moradores de rua "como sujeira para debaixo do tapete"


Imagem: Diego Simas, Creative Commons




Rafael Greca afirmou em sua rede social que está “devolvendo” Curitiba aos curitibanos com medidas como fechar o guarda-volumes da Praça Osório para moradores de rua. Segundo ele, quer dar novamente às crianças espaços para brincar no playground e “tranquilidade” para os transeuntes. O que ele está fazendo é a “política da higienização” ou “limpeza social”, que consiste em retirar pessoas indesejáveis, que “contaminam” um ambiente e/ou prejudicam sua estética, retiram sua função de ambiente “familiar”. 

Os moradores de rua também são fruto de uma família e, por diferentes motivos, em algum momento de suas vidas, perderam seu vínculo familiar. Além de desumana, essa prática não reconhece os moradores de rua como cidadãos e cidadãs que têm direito à cidade e a fazer uso de todos os espaços públicos. Eles não podem fazer uso das vias públicas da cidade porque esta deve oferecer sempre uma rememoração dos tempos áureos em que Curitiba foi edificada, urbanizada e ornamentada? O que é isso? Moradores de rua têm de ter oportunidade de poder buscar um trabalho, de ter seus pertences salvaguardados, como todo cidadão. Precisam de condições de vida dignas, com o apoio dos órgãos públicos, políticas públicas que devem pensar soluções para dar-lhes apoio, não escondê-los. 

Não é possível agir e reagir como se essas pessoas devessem sumir, jogá-las como sujeira para debaixo do tapete. Elas ainda estarão lá, em situação ainda pior. A Prefeitura garante que outro guarda-volumes continuará existindo em outro ponto da cidade. Seria esse menos visível e comprometeria menos a estética da Curitiba pra “inglês ver”? Ao invés de acabar com a era Fruet, como vem apregoando, o Prefeito deveria iniciar a sua famigerada “história de amor” com Curitiba e com os curitibanos. Sejam eles uma família tradicional da classe média ou os sem teto do centro da cidade.

Para bióloga, surto de febre amarela pode ter relação com tragédia de Mariana

Pesquisadora observa que cidades com casos estão na rota de rejeitos e destaca mudanças ambientais bruscas

no Estadão

BRASÍLIA - O aumento de casos suspeitos de febre amarela em Minas pode estar relacionado à tragédia de Mariana, em 2015, segundo a bióloga da Fiocruz Márcia Chame. A hipótese tem como ponto de partida a localização das cidades mineiras que identificaram até o momento casos de pacientes com sintomas da doença. Grande parte está na região próxima do Rio Doce, afetado pelo rompimento da Barragem de Fundão, em novembro de 2015. 

“Mudanças bruscas no ambiente provocam impacto na saúde dos animais, incluindo macacos. Com o estresse de desastres, com a falta de alimentos, eles se tornam mais suscetíveis a doenças, incluindo a febre amarela”, afirmou a bióloga, que também coordena a Plataforma Institucional de Biodiversidade e Saúde Silvestre na Fiocruz. “Isso pode ser um dos motivos que contribuíram para os casos. Não o único”, completa. Márcia observa que essa região do Estado já apresentava um impacto ambiental importante, provocado pela mineração. “É um conjunto de coisas que vão se acumulando”, disse.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Indústria farmacêutica: o preço da ineficiência

Brasil gasta cada vez mais com medicamentos caros e pouco inovadores. Causa: o sistema obsoleto das patentes, que garante monopólio a megaempresas globais
Por Grazielle David e Walter Britto no Outras Palavras
No período de 2008 a 2015, os gastos reais do Ministério da Saúde aumentaram em 36,6%; já os destinados a medicamentos elevaram-se em 74%, mais do que o dobro, passando de R$ 8,5 bilhões para R$ 14,8 bilhões para o mesmo período. Os valores alocados em medicamentos aumentaram, inclusive em 2015, quando o Orçamento da Saúde decresceu em termos reais.
Em 2015, apenas três programas eram responsáveis por 76,8% de todo o gasto com medicamentos: CEAF (Componente Especializado de Assistência Farmacêutica), Imunobiológicos e Farmácia Popular. Foram também eles que apresentaram maior taxa de crescimento entre 2008 e 2015. Em 2008, o quadro era diferente: CEAF, CBAF (Componente Básico de Assistência Farmacêutica) e DST/Aids representavam boa parte do gasto. Essa mudança demonstra uma alteração nas prioridades do governo para a política de medicamentos ao reduzir os gastos com os medicamentos distribuídos gratuitamente na atenção básica e ampliar os subsídios às farmácias privadas participantes do Programa Farmácia Popular. Também chama a atenção e requer mais investigações a redução da despesa com os medicamentos para DST/Aids, uma vez que o Brasil vive um aumento importante dos casos: a população vivendo com a doença no país passou de 700 mil em 2010 para 830 mil em 2015, com 15 mil mortes por ano.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Fechamento de guarda-volumes na Osório cheira a higienismo social

Guarda-volumes fechado. Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo.


O motivo alegado pela prefeitura de Curitiba para fechar o guarda-volumes da Praça Osório, que era usado por moradores de rua, foi de que era preciso “devolver o parquinho” da praça para as crianças. Não ficou claro até onde o guarda-volumes estava prejudicando o uso do parque.

Até onde se saiba, não houve qualquer incidente envolvendo moradores de rua e crianças na Osório. Em tese, o guarda-volumes fica ali apenas para que eles não precisem ficar carregando seus pertences para onde vão: as poucas roupas, algum cobertor, documentos.

Mas existe um conceito de que morador de rua é um traste.

Os retrocessos nas políticas da área de álcool e drogas na cidade de Curitiba

Curitiba Merece uma Política de Drogas Humana, Inclusiva e Voltada a Vulneráveis

Nas últimas semanas identificamos mudança de diretrizes das políticas sobre drogas em diferentes níveis. No âmbito do governo de Temer, o Ministro Alexandre Moraes anunciou o resgate da já desgastada guerra contra as drogas, com o discurso anacrônico de erradicar o uso de cannabis no país, processo oposto a todas evidências internacionais que apontam para a necessidade de regulamentação do uso, diferenciando padrões e contextos de consumo, tal qual acontece no consumo de álcool. Por outro lado, o Ministro Osmar Terra anuncia a necessidade da presença de psiquiatras na gestão da saúde mental, álcool e drogas, que, segundo o ministro, são aqueles que entendem de fato, com base científica, estas questões, sujeitando fenômenos extremamente complexos ao diagnóstico e a procedimentos médicos. Finalmente, o Ministério da Saúde aponta para a possibilidade de comunidades terapêuticas passarem a ser consideradas serviços de saúde, declarando um ataque a políticas de cuidado em sociedade de usuários de drogas e promovendo processos de tratamento longos, pautados em isolamento, segregação social e moralização religiosa do fenômeno.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Cartaz escrito a mão e com erros grosseiros de português é emblemático da política do Greca para a população de rua




Quinze pessoas em situação de rua. Uma multidão, se vc estiver passando pela rua, à noite. Uma grande família, se considerar um almoço de domingo. Uma pequena empresa, se considerar o porte. Quinze bueiros sem roupas e cobertores. Quinze documentos protegidos. Quinze vidas, quinze histórias. Mas não eram só quinze. Eram mais de cinquenta os que utilizavam o guarda-pertences da Praça Osório. Nem todos ao mesmo tempo, talvez. Até pela característica da população de rua - instabilidade, não periodicidade. 

Quando inauguramos a primeira unidade, na Rua Dr. Faivre, ouvi a sentença que dizimaria todas as minhas dúvidas quanto à pertinência do serviço. Um cidadão, dos primeiros a deixar suas coisas no balcão, comentou com outro que, agora, ele podia procurar emprego. "Pq ninguém dá trabalho pra quem leva a casa nas costas."

Dizem que esta unidade irá acolher os funcionários que foram desalojados da Praça. Para isso, outros terão que ser demitidos. Ou ficarão ociosos - situação que não ajuda em nada na sua recuperação.

Vida que segue.

(Obs: o cartaz está tão "caprichado" quanto a ação)

Doria [inacreditável] colocará ambulâncias nas marginais para encarar aumento de velocidade

Das 14 ambulâncias recebidas do Ministério da Saúde, duas ficarão fixas na marginal Tietê e duas na marginal Pinheiros. Aumento da velocidade está associado a maior ocorrência de acidentes


O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou hoje (10) que quatro das 14 ambulâncias recebidas por meio de convênio com Ministério da Saúde serão utilizadas exclusivamente nas marginais a partir do próximo dia 25, quando os limites de velocidade serão ampliados nessas vias que cortam a capital paulista. Duas ambulâncias ficarão fixas para atendimento na marginal Tietê e outras duas na Pinheiros, 24 horas por dia. "Vamos restabelecer a velocidade nas marginais, mas com toda política voltada para a segurança. Todos os dias, 3,5 milhões de pessoas da capital e de fora utilizam as marginais", disse Doria.

O prefeito e seu secretário da Saúde, Wilson Pollara, assinaram convênio com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que esteve na prefeitura para a entrega das ambulâncias que, conforme anúncio, trata-se de "renovação da frota" do Samu na capital. 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

"Calamidade anunciada". Desemprego e diminuição de renda aumentam busca de atendimento no SUS. Entrevista especial com Mirtha Zenker


O orçamento destinado à saúde no município de Porto Alegre para 2017 terá uma perda de mais de R$ 136 milhões, conforme advertência do Conselho Municipal de Saúde – CMS. A projeção segue o seguinte cálculo: o Projeto de Lei Orçamentária Anual relativo a 2017, que o Executivo encaminhou à Câmara de Vereadores e foi aprovado no dia 5 de dezembro, propunha uma redução nominal na verba da saúde de R$ 52.493.401, em comparação com 2016. O CMS, observando a projeção do crescimento global da receita para 2017 (5,2%), calculou que o orçamento da área deveria ser acrescido em R$ 83.531.040. A soma desse valor com a redução nominal chega ao montante de R$ 136.024.441.

Na avaliação da coordenadora do CMS, Mirtha Zenker, a situação se agrava ainda mais porque “o desemprego e a diminuição da renda têm feito com que uma parcela significativa da população que tinha acesso a convênios de saúde empresariais ou individuais passem a buscar atendimento no SUS”. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, ela lembra que o SUS “tem como princípio fundamental a universalidade, afirmando-se que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado”. Na prática, avalia que esse direito constitucional “ainda não está sendo garantido a todos de forma integral”. Algumas das maiores dificuldades são acesso às primeiras consultas na rede básica e a várias especialidades, assim como filas de espera para cirurgias eletivas.

Confira a entrevista.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

CNS recomenda Ação Direta de Inconstitucionalidade contra PEC 55


O presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ronald Santos, recomenda que todas as entidades com prerrogativas de ingressar com pedido de ação direta de inconstitucionalidade o façam contra a PEC 55/2016, promulgada como Emenda Constitucional 95/2016. A proposta é que essas ADINs sejam feitas ainda em 2016 no intuito de evitar a redução dos valores da aplicação mínima com ações e serviços públicos de saúde no período 2018-2036.

A Recomendação 18/2016, do CNS, elenca diversos motivos que fortalecem a necessidade da ação judicial contra a "PEC da Morte". Uma das justificativas está embasada nos estudos realizados pelo Grupo Técnico Interinstitucional de Discussão sobre o Financiamento do SUS, do qual o CNS é integrante. De acordo com esse estudo, a perda de recursos para o SUS chegará R$ 415 bilhões.


Para o Ronald Santos, é hora de usar todas as possibilidades para tentar barrar a implantação da EC 95. "Não podemos aceitar que a saúde pública sofra tantas perdas. Estamos tratando de vidas humanas e nós, do controle social, não aceitaremos nenhum retrocesso. É por isso que queremos travar essa batalha jurídica", explica.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

[Impasse "gourmet"]: McDonald’s abre unidade no Vaticano e cardeal diz que é uma “afronta”


"Apesar dos protestos dos moradores da região, o fast food inaugurou no dia 30 de dezembro a poucos metros da Praça de São Pedro"

Comentário: Dizem as más línguas que a polêmica toda começou quando a empresa anunciou os dois novos itens do cardápio: O "McFilé de Igreja" e o "Mc-Hóstia"

[Des]Governo Temer [golpista, trapalhão e mal assessorado] recua e nomeará mais votada para presidir Fiocruz*

Alan Marques/Folhapress 
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, que havia inicialmente optado pela candidata menos votada



Em meio a protestos de servidores e de representantes da comunidade científica, o presidente Michel Temer recuou nesta terça-feira (3) e decidiu nomear a pesquisadora Nísia Trindade para o comando da Fiocruz.

Mais votada em eleição interna, a socióloga tem o apoio de dirigentes da OMS (Organização Mundial de Saúde) e sociedades científicas para ocupar o cargo, embora o governo federal pretendesse nomear a médica Tania Araújo-Jorge, segundo lugar na disputa interna. A situação gerou um embate entre Fiocruz e o Ministério da Saúde.